Quarta-feira, 10 de junho de 2015 às 9h 36 - Atualizado às 9h 48 - Por: Mariana Gonçalves
A nascente fará parte dos cartões postais de Divinópolis. Inclusive, a inauguração do Portal da Nascente Bela Vista será dia 20 de Junho as 09:00 hs,
De acordo com o presidente da Associação Nascentes Bela Vista, Geraldo
Oliveira, o objetivo do portal será sinalizar a nascente de forma mais
objetiva para os visitantes. “Hoje tem pessoas que querem vir conhecer o
local, mas não acham onde é a entrada, e aí só quem sabe chegar é que
vem. Então, o portal é para ser mais uma identificação para os novos
turistas”, acrescenta.
A construção do portal está sendo viabilizada por meio de doação do
Rotary Divinópolis Oeste, na pessoa do presidente, Wilton Ezemclever da
Silva. Esse projeto conta ainda com a parceria da Prefeitura de
Divinópolis, por meio da Secretaria de Esportes. “Temos aqui o espaço
onde lutamos para construir a Praça São Francisco de Assis. Conversando
com o secretário de Esportes, Eduardo Print Júnior, será feita, a
princípio, uma quadra para que as crianças e adolescentes pratiquem
futevôlei, vôlei e peteca. O futebol poderá ser jogado pelas crianças,
porque a quadra não será muito grande, então para os adultos não dá”,
explica Geraldo.
A rua abaixo da Praça era praticamente toda calçada, faltava apenas um
pequeno quarteirão. Com a ajuda do secretário de Esportes, a Usina de
Projetos está finalizando o calçamento na via.
Praticamente tudo pronto, falta pouco para fazer a inauguração!
ÁGUA DE QUALIDADE
“Os estudantes da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
freqüentemente coletam água aqui da Nascente do Bela Vista para fazer
estudos. Os técnicos da Uemg Unidade de Divinópolis também fazem essa coleta, e já
estava comprovado que a nossa água aqui é de boa qualidade, limpa”,
pontua Geraldo.
A comunidade do Bela Vista contribui em muitos aspectos para a
preservação da nascente. Conforme o presidente, a população ajuda de
todas as formas possíveis a recuperar e cuidar do local.
Tendo em vista a vital importância da água de boa qualidade para
sobrevivência humana e a escassez desse líquido sentida na pele por
muitos brasileiros, em várias regiões do país assuntos referentes à
preservação da água tornaram-se uma das maiores preocupações de
especialistas e autoridades no assunto.
As bacias, principalmente as de cabeceiras, devem ser tratadas como
algo de mais importante que existe em uma propriedade, pois são elas as
responsáveis pela existência das nascentes que, por sua vez, são fontes
de água valorosas para a humanidade.
Uma nascente, também conhecida como olho d’água, mina d’água, fio
d’água, cabeceira e fonte, nada mais é que o aparecimento, na superfície
do terreno, de um lençol subterrâneo, dando origem a cursos d’água. As
nascentes são fontes de água que surgem em determinados locais da
superfície do solo e são facilmente encontradas no meio rural. Elas
correspondem ao local onde se inicia um curso de água (rio, ribeirão,
córrego), seja grande ou pequeno. As nascentes (ou mananciais) se formam
quando o aquífero atinge a superfície e, consequentemente, a água
armazenada no subsolo jorra (mina) na superfície do solo.
As estratégias de preservação das nascentes devem englobar pontos
básicos, como controle da erosão do solo por meio de estruturas físicas e
barreiras vegetais de contenção, minimização de contaminação química e
biológica, e evitar, ao máximo, as perdas de água através da
transpiração das plantas.
CONTENÇÃO
Visando frear o desperdício e a degradação da água, em todas as partes
do mundo, diversos órgãos (governamentais e não governamentais) têm se
empenhado em criar meios para despertar uma consciência de uso racional
da água, bem como da preservação dos seus mananciais.
Em todas as atividades realizadas pelo homem, a falta da água terá
consequências indesejáveis. Mas na agropecuária em especial, em que a
água é requerida em todo tipo de empreendimento, o resultado será ainda
mais danoso à humanidade, tendo em vista que se trata da atividade
responsável pela produção de alimentos.
As principais causas da degradação que vêm ocorrendo nas bacias de
cabeceira são as seguintes: corte intensivo das florestas nativas,
queimadas, pastoreio intensivo, mau planejamento na construção de
estradas e loteamentos em locais impróprios.
http://www.g37.com.br/index.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=043247&ss=5#.VXjVHVJI5of
Crédito: Mariana Gonçalves